Escher: Three worlds
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O Amante, de Marguerite
"(...) Das noites eu me lembro. O azul ficava além do céu, atravessava todas as densidade, recobria o mundo. O céu, para mim, era esse puro brilho que atravessa o azul, essa fusão fria para além de toda a cor. Por vezes, quando minha mãe estava triste, mandava atrelar o tílburi e íamos ver a noite do estio. Tive essa sorte, nessas noites, essa mãe. A luz caía do céu em cascatas de pura transparência, em trombas de silêncio e imobilidade. O ar era azul, podía-se apalpá-lo. Azul. O som das noites era o dos cães do campo. Uivavam para o mistério.(...)"
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