O que fazer com uma xícara quebrada?
A cola não dá liga no poema.
Escher: Three worlds
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Vento vadio - Chacal
"Às vezes vem um vento
e levanta a aba do pensamento
jogando o meu chapéu
pra lá da possibilidade"
e levanta a aba do pensamento
jogando o meu chapéu
pra lá da possibilidade"
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Lichias
São pequenas felicidades envoltas numa casca dura, improvável.
Na polpa do dia, uma paz.
Branca e inesperada.
Na polpa do dia, uma paz.
Branca e inesperada.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O Amante, de Marguerite
"(...) Das noites eu me lembro. O azul ficava além do céu, atravessava todas as densidade, recobria o mundo. O céu, para mim, era esse puro brilho que atravessa o azul, essa fusão fria para além de toda a cor. Por vezes, quando minha mãe estava triste, mandava atrelar o tílburi e íamos ver a noite do estio. Tive essa sorte, nessas noites, essa mãe. A luz caía do céu em cascatas de pura transparência, em trombas de silêncio e imobilidade. O ar era azul, podía-se apalpá-lo. Azul. O som das noites era o dos cães do campo. Uivavam para o mistério.(...)"
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
No susto
Felicidade detesta cerimônia
sem RSVP
invade o sorriso
sem siso
inventa a festa
sem preço
marca um tempo
sem preçe
sem siso
inventa a festa
sem preço
marca um tempo
sem preçe
espalha confete
bala chita
breguelê
sai à francesa.
sem porquê
sem porquê
Um dia ela volta
sem telefonar.
Poema Laranja
“O poema aprende com o mar a colocar os corpos em perigo”
Ana Martins Marques
Sur l´Atlantique
Uma maré abrupta côa suas águas
Ficam na areia: dejetos, desejos, embalagens ardendo ao sol
Na luz cega de um verão termonuclear
Yemanjá de biquíni laranja
lânguida em vertigem
foi vista líquida na imensidão salgada
quando o sol ultrapassou os Dois Irmãos.
Clarisse Boechat
Aqui vai o primeiro risco e a primeira coragem. Desconheço o carimbo do passaporte. São terras errantes, onde a geografia do que amei traça linhas virtuais de onde virão silêncios, poemas, cartas amassadas, sorrisos sem destinatário, letras que me escreveram, cenários que imprimi numa incerta paisagem de alma.
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